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A OAB Sumaré deixa uma mensagem a todas Mulheres Sumareenses

Dr. Paulo Roberto da Silva, presidente da OAB Sumaré, redigiu essa homenagem em nome de toda a direção da unidade

Publicado em 08/03/2023 às 08:50
Atualizado em 08/03/2023 às 09:03

O dia 08 de março é reservado para a comemoração ao Dia Internacional da Mulher e representa as inúmeras e sofridas conquistas femininas no decorrer dos séculos.

Mas, infelizmente, a data também nos mostra que, a grande maioria das “homenagens” mais parecem um alerta sobre o universo machista que ainda persiste em agonizar as mulheres pelo mundo e ainda, sobre os muitos e graves problemas de gênero que persistem em nossa sociedade.

As estatísticas ainda mostram o absurdo número de mulheres mortas pelo simples fato de serem mulheres. Os Tribunais lançam mão de números crescentes de processos envolvendo violência doméstica. Novos movimentos surgem, encabeçados por homens que continuam acreditando que são seres superiores e que a mulher é apenas um ser de submissão e inferioridade.

Parece as vezes que, quanto mais lutam as mulheres por seu direito básico ao respeito mais sofrem as represálias de gênero, como se isso realmente ditasse as regras de quem são e para que vieram ao mundo.

Lourdes Bandeira, professora de sociologia da Universidade de Brasília afirma que “Ser mulher no Brasil equivale a viver num estado de guerra civil permanente” (https://www.uol/estilo/especiais/ser-mulher-no-brasil-machuca.htm#ser-mulher-no-brasil-e-perigoso?cmpid) e o mais triste é que não podemos discordar da sua fala, que machuca e nos leva a reflexão de como é preciso alterar esse nefasto quadro.

Contudo, isso não pode fazer com que deixemos de comemorar as conquistas, de enaltecer as mulheres que antecederam a luta em prol de todas as demais, mulheres como Esperança Garcia, a primeira advogada do Brasil, Auri Moura Costa, primeira mulher juíza no Brasil, Maria Berenice Dias, primeira desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Luzia Galvão Lopes, primeira mulher desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo e tantas outras mulheres que lutaram para que a vida de tantas outras fossem transformadas.

Mas, de certo, se faz urgente um movimento de consciência de todos nós para que a educação de nossas crianças e adolescentes manifeste-se no sentido de que mulheres tem sim os mesmos direitos e oportunidades (equidade de gênero) e que acima de tudo merecem respeito.

A educação sempre foi e sempre será a arma poderosa na conquista de dias melhores em nossa sociedade e aqui, pensando na educação dentro das famílias, nas escolas, na comunicação, em busca de termos esperança de, ainda que a longo prazo, possamos mudar esta cultura que adoece o mundo, e causa tanta indignação, impotência, frustração e sofrimento.

Mulheres não desanimem: vocês são essenciais na luta por um mundo mais justo, livre e fraterno. Vocês são a luz que precisamos para acreditar que um dia poderemos vivenciar um dia de comemoração, livre de medos e incertezas.

Essas palavras foram escritas em nome de todas as mulheres da OAB Sumaré, para todas as sumareenses de sangue e alma.

fonte: Portal Da Cidade Sumaré